Historia

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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Revisão UFRN 2011 – Parte 1 - Resolução das Discursivas

Bem como prometido estou lhes trazendo a resolução da questões de forma resumida por uma questão de tempo.

1. Após a tomada e o saque de Roma pelos visigodos, em 410, pagãos e cristãos interrogaram-se sobre as causas do acontecimento. Para os pagãos, a resposta era clara: foram os maus princípios cristãos, o abandono da religião de Roma, que provocaram o desastre e o declínio que se lhe seguiram. Do lado cristão, a queda de Roma era explicada pela comparação entre os bárbaros virtuosos e os romanos decadentes: dissolutos, preguiçosos, sendo a luxúria a origem de todos os seus pecados.

(Adaptado de Jacques Le Goff, “Decadência”, em História e Memória. Campinas, Ed. da Unicamp, 1990, p. 382-385.)

a) Identifique no texto duas visões opostas sobre a queda de Roma.

b) Entre o surgimento do cristianismo e a queda de Roma, que mudanças ocorreram na relação do Império Romano com a religião cristã?

Respostas:

a) O texto menciona duas visões opostas sobre a queda de Roma: para os pagãos, ela teria sido causada pelo abandono da religião romana, em virtude da disseminação dos maus princípios cristãos; para os cristãos, a causa se encontraria nos costumes dos romanos, que eram dissolutos, preguiçosos e luxuriosos.

b) Poderiam ser apontados três diferentes momentos na relação entre o Império Romano e a religião cristã: no início temos, um período em que os cristãos eram perseguidos; após o Edito de Milão (313), o Império concede liberdade de culto; finalmente, com o Edito de Tessalônica (391), o cristianismo torna-se religião oficial do Império.

2. A base da teologia de Martinho Lutero reside na idéia da completa indignidade do homem, cujas vontades estão sempre escravizadas ao pecado. A vontade de Deus permanece sempre eterna e insondável e o homem jamais pode esperar salvar-se por seus próprios esforços. Para Lutero, alguns homens estão predestinados à salvação e outros à condenação eterna. O essencial de sua doutrina é que a salvação se dá pela fé na justiça, graça e misericórdia divinas.

(Adaptado de Quentin Skinner, As fundações do pensamento político moderno. São Paulo: Companhia das Letras, 1996, p. 288-290.)

a) Segundo o texto, quais eram as idéias de Lutero sobre a salvação?

b) Quais foram as reações da Igreja Católica à Reforma Protestante?

Respostas:

a) O aluno deveria perceber, a partir da leitura do texto, que, para Lutero, o homem não pode salvar-se por seus próprios esforços, mas pela fé na justiça divina. Lutero acreditava também na predestinação, isto é, alguns homens estariam predestinados à salvação e outros à condenação eterna.

b) Poderiam ser mencionados vários aspectos da Contra-Reforma, entre eles a fundação de ordens religiosas, como a Companhia de Jesus, a elaboração de um Índice dos Livros Proibidos e a criação de seminários.

3. Em 1478, o Papa Sisto IV assinou uma bula, através da qual fundou uma nova Inquisição na Espanha. Redigida como resposta às petições dos Reis católicos, essa bula atribuía a difusão das crenças e dos ritos judaicos entre cristãos-novos de Castela e Aragão à tolerância dos bispos e autorizava os reis a nomear três inquisidores para cada uma das cidades ou dioceses dos reinos. Esse poder concedido aos príncipes era até então reservado ao Papa.

(Adaptado de Francisco Bethencourt, História das Inquisições. Portugal, Espanha e Itália. Lisboa: Círculo de Leitores, 1994, p. 17.)

a) A partir do texto, identifique os aspectos que definem a novidade da Inquisição fundada pelo papa Sisto IV.

b) Quais as mudanças vividas pelos judeus na Espanha entre os séculos XV e XVI?

Respostas:

a) Como se vê a partir do texto, a bula do papa Sisto IV dava ao rei da Espanha autonomia para nomear os inquisidores, poder que até então era exclusivo dos papas. Poderia também ser notado no texto que a nova Inquisição, fundada na Espanha, voltava-se especificamente contra a difusão das heresias judaizantes entre os cristãos-novos, atribuída à tolerância dos bispos.

b) Entre os séculos XV e XVI, os judeus passaram a ser perseguidos pela coroa espanhola; foram forçados à conversão e aqueles que não a aceitaram tiveram seus bens confiscados e foram por fim expulsos do país.

4. No contexto das invasões bárbaras do século X, os bispos da província de Reims registraram:

“Só há cidades despovoadas, mosteiros em ruínas ou incendiados, campos reduzidos ao abandono. Por toda parte, os homens são semelhantes aos peixes do mar que se devoram uns aos outros.”

Naquele tempo, as pessoas tinham a sensação de viver numa odiosa atmosfera de desordens e de violência. O feudalismo medieval nasceu no seio de uma época conturbada. Em certa medida, nasceu dessas mesmas perturbações. (Adaptado de Marc Bloch, A sociedade feudal. Lisboa: Edições 70, 1982, p. 19.)

a) Estabeleça as relações entre as invasões bárbaras e o surgimento do feudalismo.

b) Identifique duas instituições romanas que contribuíram para a formação do feudalismo na Europa medieval. Explique o significado de uma delas.

Respostas:

a) Para estabelecer as relações entre as invasões bárbaras e o surgimento do feudalismo, o candidato poderia partir das informações que lhe foram fornecidas pelo enunciado, e que relacionam o surgimento do feudalismo à desordem e à violência da época, para chegar à explicação daquele processo. Nesse sentido, poderia mencionar, por exemplo, o êxodo urbano e a ruralização da sociedade, a descentralização e a fragmentação do poder político, o fortalecimento dos laços de dependência pessoal ou a privatização da defesa militar como traços da sociedade feudal que se relacionam com as invasões da Alta Idade Média.

b) Essa pergunta requer do candidato a percepção do feudalismo como um processo histórico, na medida em que a questão enfatiza o que permanece do Império Romano na formação do sistema feudal na Europa medieval. Dentre as instituições do período romano que contribuíram para a formação do feudalismo, são exemplos: as vilas (grandes propriedades rurais auto-suficientes), o colonato (sistema de trabalho que criava uma relação de dependência entre um trabalhador e um senhor de terras), a Igreja (responsável pela preservação e transmissão de parte da cultura romana aos novos reinos germânicos).

5. Uma vez terminada a Reconquista, o ímpeto espanhol encontrou na colonização americana o campo amplo onde aplicar sua energia; e nas cidades regulares do fim da Idade Média, como Granada, estava o esboço da grande tarefa urbanística hispano-americana, que encheu um continente de cidades traçadas com rigor geométrico muito superior ao da metrópole. (Adaptado de Fernando Chueca Goitia, Breve História do Ur-banismo. Lisboa: Editorial Presença, 1982, p. 99).

a) Segundo o texto, qual foi a grande tarefa urbanística hispano-americana?

b) Explique o que foi a Reconquista.

c) Indique duas edificações que caracterizavam a colonização ibérica no Novo Mundo.

Respostas:

a) Para responder esta questão, o candidato poderia utilizar parte do enunciado, observando que a tarefa urbanística foi formar cidades com rigor geométrico, em geral mais elaborado que na metrópole.

b) Para definição de Reconquista, poderia mencionar que esta é a denominação de uma guerra ocorrida na Península Ibérica entre os séculos XI e XV, na qual se enfrentaram reinos cristãos e muçulmanos, ou árabes, motivada pela disputa do domínio territorial da Península e também por questões religiosas.

c) Dentre as edificações da colonização ibérica no Novo Mundo, figuram igrejas, conventos, palácios da administração espanhola, cabildos, fortalezas, cadeias, portos, colégios católicos, universidades, casas de fundição e fazendas.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Revisão UFRN 2011 – Parte 1 (Discursivas)

Para quem vai fazer para área de Humanas ou Arquitetura.

1. Após a tomada e o saque de Roma pelos visigodos, em 410, pagãos e cristãos interrogaram-se sobre as causas do acontecimento. Para os pagãos, a resposta era clara: foram os maus princípios cristãos, o abandono da religião de Roma, que provocaram o desastre e o declínio que se lhe seguiram. Do lado cristão, a queda de Roma era explicada pela comparação entre os bárbaros virtuosos e os romanos decadentes: dissolutos, preguiçosos, sendo a luxúria a origem de todos os seus pecados.

(Adaptado de Jacques Le Goff, “Decadência”, em História e Memória. Campinas, Ed. da Unicamp, 1990, p. 382-385.)

a) Identifique no texto duas visões opostas sobre a queda de Roma.

b) Entre o surgimento do cristianismo e a queda de Roma, que mudanças ocorreram na relação do Império Romano com a religião cristã?

2. A base da teologia de Martinho Lutero reside na idéia da completa indignidade do homem, cujas vontades estão sempre escravizadas ao pecado. A vontade de Deus permanece sempre eterna e insondável e o homem jamais pode esperar salvar-se por seus próprios esforços. Para Lutero, alguns homens estão predestinados à salvação e outros à condenação eterna. O essencial de sua doutrina é que a salvação se dá pela fé na justiça, graça e misericórdia divinas.

(Adaptado de Quentin Skinner, As fundações do pensamento político moderno. São Paulo: Companhia das Letras, 1996, p. 288-290.)

a) Segundo o texto, quais eram as idéias de Lutero sobre a salvação?

b) Quais foram as reações da Igreja Católica à Reforma Protestante?

3. Em 1478, o Papa Sisto IV assinou uma bula, através da qual fundou uma nova Inquisição na Espanha. Redigida como resposta às petições dos Reis católicos, essa bula atribuía a difusão das crenças e dos ritos judaicos entre cristãos-novos de Castela e Aragão à tolerância dos bispos e autorizava os reis a nomear três inquisidores para cada uma das cidades ou dioceses dos reinos. Esse poder concedido aos príncipes era até então reservado ao Papa.

(Adaptado de Francisco Bethencourt, História das Inquisições. Portugal, Espanha e Itália. Lisboa: Círculo de Leitores, 1994, p. 17.)

a) A partir do texto, identifique os aspectos que definem a novidade da Inquisição fundada pelo papa Sisto IV.

b) Quais as mudanças vividas pelos judeus na Espanha entre os séculos XV e XVI?

4. No contexto das invasões bárbaras do século X, os bispos da província de Reims registraram:

“Só há cidades despovoadas, mosteiros em ruínas ou incendiados, campos reduzidos ao abandono. Por toda parte, os homens são semelhantes aos peixes do mar que se devoram uns aos outros.”

Naquele tempo, as pessoas tinham a sensação de viver numa odiosa atmosfera de desordens e de violência. O feudalismo medieval nasceu no seio de uma época conturbada. Em certa medida, nasceu dessas mesmas perturbações. (Adaptado de Marc Bloch, A sociedade feudal. Lisboa: Edições 70, 1982, p. 19.)

a) Estabeleça as relações entre as invasões bárbaras e o surgimento do feudalismo.

b) Identifique duas instituições romanas que contribuíram para a formação do feudalismo na Europa medieval. Explique o significado de uma delas.

5. Uma vez terminada a Reconquista, o ímpeto espanhol encontrou na colonização americana o campo amplo onde aplicar sua energia; e nas cidades regulares do fim da Idade Média, como Granada, estava o esboço da grande tarefa urbanística hispano-americana, que encheu um continente de cidades traçadas com rigor geométrico muito superior ao da metrópole. (Adaptado de Fernando Chueca Goitia, Breve História do Ur-banismo. Lisboa: Editorial Presença, 1982, p. 99).

a) Segundo o texto, qual foi a grande tarefa urbanística hispano-americana?

b) Explique o que foi a Reconquista.

c) Indique duas edificações que caracterizavam a colonização ibérica no Novo Mundo.

OBS: As respostas das questões discursivas serão colocadas amanhã.

Revisão UFRN 2011 – Parte 1 (Objetivas)

Ta chegando o vestibular da UFRN 2011, só 1 semana, agora é hora de desacelerar e relaxar. Por isso preparei algumas questões dos mais variados assuntos pra relembrar temas mais importantes com o intuito de ajudar você meu querido leitor. Então vamos deixar de blá blá blá e vamos ao trabalho. Dividi em 3 partes hoje (terça, 23) amanhã (quarta, 24) e quinta (25) com 15 questões cada dia. Então vamos começar.

1. É preciso dizer que, com a superioridade excessiva que proporcionam a força, a riqueza, [...] [os muito ricos] não sabem e nem mesmo querem obedecer aos magistrados [...] Ao contrário, aqueles que vivem em extrema penúria desses benefícios tornam-se demasiados humildes e rasteiros. Disso resulta que uns, incapazes de mandar, só sabem mostrar uma obediência servil e que outros, incapazes de se submeter a qualquer poder legítimo, só sabem exercer uma autoridade despótica.
(Aristóteles, A Política.)
Segundo Aristóteles (384-322 a.C.), que viveu em Atenas e em outras cidades gregas, o bom exercício do poder político pressupõe
(A) o confronto social entre ricos e pobres.
(B) a coragem e a bondade dos cidadãos.
(C) uma eficiente organização militar do Estado.
(D) a atenuação das desigualdades entre cidadãos.
(E) um pequeno número de habitantes na cidade.

2. As caravanas do Sudão ou do Niger trazem regularmente a
Marrocos, a Tunes, sobretudo aos Montes da Barca ou ao Cairo,
milhares de escravos negros arrancados aos países da África
tropical (...) os mercadores mouros organizam terríveis razias,
que despovoaram regiões inteiras do interior. Este tráfico mu-
çulmano dos negros de África, prosseguindo durante séculos e
em certos casos até os mais recentes, desempenhou sem dúvida
um papel primordial no despovoamento antigo da África.
(Jacques Heers, O trabalho na Idade Média.)
O texto descreve um episódio da história dos muçulmanos
na Idade Média, quando
(A) Maomé começou a pregar a Guerra Santa no Cairo como
condição para a expansão da religião de Alá, que garantia
aos guerreiros uma vida celestial de pura espiritualidade.
(B) atuaram  no tráfico de escravos negros, dominaram a
África do Norte, atravessaram o estreito de Gibraltar e
invadiram a Península Ibérica.
(C) a expansão árabe foi propiciada pelos lucros do comércio
de escravos, que visava abastecer com mão-de-obra negra
as regiões da Península Ibérica.
(D) os reinos árabes floresceram no sul do continente afri-
cano, nas regiões de florestas tropicais, berço do mono-
teísmo islâmico.
(E) os árabes ultrapassaram os Pirineus e mantiveram o do-
mínio sobre o reino Franco, até o final da Idade Média
ocidental.

3. No século XVI, nas palavras de um estudioso, “reformar a
Igreja significava reformar o mundo, porque a Igreja era o
mundo”. Tendo em vista essa afirmação, é correto afirmar
que
(A) os principais reformadores, como Lutero, não se envol-
veram nos desdobramentos políticos e socioeconômicos
de suas doutrinas.
(B) o papado, por estar consciente dos desdobramentos da
reforma, recusou-se a iniciá-la, até ser a isso obrigado
por Calvino.
(C) a burguesia, ao contrário da nobreza e dos príncipes, ade-
riu à reforma, para se apoderar das riquezas da Igreja.
(D) os cristãos que aderiram à reforma estavam preocupados
somente com os benefícios materiais que dela advi-
riam.
(E) o aparecimento dos anabatistas e outros grupos radicais
são a prova de que a reforma extrapolou o campo da
religião.

4. O culto de imagens de pessoas divinas, mártires e santos foi
motivo de seguidas controvérsias na história do cristianismo.
Nos séculos VIII e IX, o Império bizantino foi sacudido por
violento movimento de destruição de imagens, denominado
“querela dos iconoclastas”. A questão iconoclasta
(A) derivou da oposição do cristianismo primitivo ao culto
que as religiões pagãs greco-romanas devotavam às
representações plásticas de seus deuses.
(B) foi pouco importante para a história do cristianismo na
Europa ocidental, considerando a crença dos fiéis nos
poderes das estátuas.
(C) produziu um movimento de renovação do cristianismo
empreendido pelas ordens mendicantes dominicanas e
franciscanas.
(D)  deixou as igrejas católicas renascentistas e barrocas
desprovidas de decoração e de ostentação de riquezas.
(E) inviabilizou a conversão para o cristianismo das multi-
dões supersticiosas e incultas da Idade Média européia.

5. O crescimento das cidades é um fenômeno da Europa Ocidental a partir do século XI. Tratando sobre a questão, Pierre Vilar afirma: 
As cidades dependiam dos senhores. Mas elas foram mais fortes  que as aldeias para discutir com seus amos, rebelarem-se,  obter ou impor “cartas de franquias”. Coletivamente, continuavam Vinculadas ao sistema feudal (...). Mas em seu território, e sobretudo no recinto dentro da muralha, os habitantes eram livres e participavam da organização coletiva. 
VILAR, Pierre. Do feudalismo ao capitalismo. 4. ed. São Paulo: Contexto, 1992. p. 39.  
Refletindo sobre essa afirmação, pode-se concluir que
A) os moradores das cidades gozavam de significativa autonomia, mesmo submetidos à autoridade dos senhores, que lhes cobravam taxas.
B) os camponeses das aldeias medievais impuseram aos senhores feudais um documento que garantia autonomia política à comunidade.
C) os habitantes das cidades libertaram-se de inúmeras obrigações, entre elas a de participar das corporações de ofício.
D) as populações urbanas eram isoladas por muralhas que as impediam de estabelecer relações socioeconômicas com o mundo feudal.

6. No ano de 786, Carlos Magno afirmou:
A nossa função é, segundo o auxílio da divina piedade, (...) defender com as armas e em todas as partes a Santa Igreja  de Cristo dos ataques dos pagãos e da devastação dos infiéis.
PINSKY, Jaime (Org.). O modo de produção feudal . 2. ed. São Paulo: Global, 1982. p. 101.
  
O fragmento acima expressa a orientação política do Império Carolíngio no governo de Carlos Magno. O objetivo dessa política pode ser definido como um(a)
A) esforço para estabelecer uma aliança entre os carolíngios e a Igreja bizantina para fazer frente ao crescente poderio papal.
B) intenção de anexar a Península Ibérica aos domínios do papado, com a finalidade de impedir o avanço árabe.
C) desejo de subordinar os domínios bizantinos à dinastia carolíngia, no intuito de implantar uma teocracia centralizada no Imperador.
D) tentativa de restaurar o Império Romano, com vistas a promover a união da cristandade da Europa Ocidental.

7. Durante a Idade Média, a Igreja influenciou profundamente o pensamento da Europa Ocidental. Nesse sentido, MOTA e BRAICK analisam:
O clero sempre procurou transformar os temores do mundo em receios da vida eterna. O peso da violência, o medo do sexo e da morte, eis alguns ingredientes do período capazes de criar nos indivíduos uma culpa surda e servir de obstáculo à felicidade dos homens. O medo do inferno se revelava mais forte que a crença na salvação: afinal, os diabos são seres terríveis, sempre à espreita. Contra eles a Igreja apresentou protetores capazes de neutralizar os projetos dos demônios e ao mesmo tempo de ajudar as pessoas no seu dia-a-dia.
Adaptado de: MOTA, Myriam Becho; BRAICK, Patrícia Ramos. História: das cavernas ao terceiro milênio. São Paulo: Moderna, 1997. p. 69.
 
A leitura do fragmento nos conduz a afirmar que na Idade Média
A) os homens e as mulheres, em sua grande maioria, eram contrários à noção de felicidade imposta pela liderança da Igreja, mas a aceitavam com medo das punições.
B) a igreja católica pregava que para atingir a vida eterna era necessário trabalhar arduamente e acumular riqueza, sinal da bênção divina.
C) o clero pretendia unificar todas as religiões, enfraquecendo o poder do demônio e ajudando as pessoas a conquistarem a salvação eterna.
D) a Igreja concebeu a existência de santos e anjos para frustrar os projetos do diabo, tais como a doença, a esterilidade da terra e dos rebanhos e as catástrofes naturais.

8. O historiador  Will Durant, tratando da Idade Média oriental, escreveu sobre as narrativas islâmicas: 
Os contos eram tão velhos como o Islã ou Adão. Os muçulmanos mais simples ouviam-nos com o ardor e o apetite de crianças. As mais populares dessas histórias eram Fábulas de Bidpai e As mil e uma noites. As Fábulas foram levadas da Índia para a Pérsia no século VI, traduzidas para o pálavi e deste para o árabe, no século VIII. O original sânscrito perdeu-se, mas a versão árabe sobreviveu e foi traduzida para 40 línguas.O plano d´As Mil e Uma Noites era o mesmo do Noites Árabes; tal estrutura para uma série de histórias
já era velha na Índia. Grande número dessas histórias circulou no mundo oriental. E crianças de todas as nações e idades começaram a falar de Simbad, o Marujo, da Lâmpada de Aladim e de Ali Babá e os Quarenta Ladrões. Depois da Bíblia (também oriental), as Fábulas e As Mil e Uma Noites são os livros mais lidos no mundo. 
Adaptado de DURANT, Will.  A idade da fé. Rio de Janeiro: Record, [s.d.]. p. 237. (A História da Civilização, 4). 
Analisando o texto acima  e considerando a situação do Oriente Médio no período medieval, podemos afirmar que a literatura árabe foi
A) originada de intercâmbios dos povos árabes com outros povos do mundo oriental, semelhante ao que ocorreu com a religião.
B) difundida entre diversos povos por meio da linguagem oral, ganhando forma escrita a partir da ascensão de Maomé.
C) inspirada em temas sagrados, fruto da imposição dos líderes religiosos ligados à ortodoxia muçulmana.
D) censurada, sendo sua leitura proibida nas escolas dos países que caíram sob o domínio do islamismo.

9. O trecho abaixo, escrito pelo historiador Jacques Le Goff, trata do movimento encabeçado por Francisco de Assis, na primeira metade do século XIII.
A intransigente vontade de praticar um Evangelho integral [...], o desejo de fazer reinar entre os Menores uma igualdade quase absoluta [...] a paixão da miséria levada  até à manifestação exterior do nudismo que Francisco e seus irmãos praticaram à semelhança dos adamitas, o lugar dado aos leigos, tudo isso parecia perigoso, quase suspeito, à cúria romana. 
LE GOFF, Jacques. São Francisco de Assis.   Rio de Janeiro: Record, 2001. p. 111.
 
A respeito da relação desse movimento com a Igreja Católica, é correto afirmar que o franciscanismo  
A) realizava a livre interpretação da Bíblia, recusando a doutrina professada pela Igreja Católica.
B) pregava o retorno aos ideais propagados por Cristo, reagindo às ambições de riqueza e poder da Igreja Católica. 
C) apoiava as seitas heréticas, contestando a autoridade  do papa como líder da Igreja Católica.
D) condenava a hierarquia eclesiástica, pregando a igualdade entre os fiéis e os clérigos da Igreja Católica. 

10. Acerca de Alexandre Magno (356-323 a. C.), o historiador inglês Arnold Toynbee comenta:
Alexandre viveu o bastante para superar a estreita concepção de uma ascendência helênica sobre os não-helenos, em favor de um ideal maior da fraternidade da humanidade. Em seu contacto com os persas, reconheceu  e admirou todas as virtudes que lhes permitiram governar uma parte do mundo por mais de duzentos anos, e passou a sonhar com um mundo governado em conjunto por persas e helenos. 
TOYNBEE, Arnold J. Helenismo: história de uma civilização. Rio de Janeiro: Zahar, 1975. p. 118.

Analisando-se a evolução histórica do período, pode-se afirmar que, em parte, o ideal de Alexandre realizou-se na medida em que suas conquistas
A)  estimularam a retomada do despotismo oriental, que se somou às conquistas de liberdade e direitos que fundamentaram a democracia grega.
B)  favoreceram a fusão entre as culturas dos povos asiáticos dominados e os valores gregos, originando a cultura helenística.
C)  possibilitaram o domínio das províncias asiáticas pelos romanos, que difundiram a cultura helenística em toda a Europa ocidental.
D)  expandiram os direitos de cidadania a todos os súditos, adotando a autonomia e as liberdades gregas como modelo de administração do Império.

GABARITO

1 – D / 2 – B / 3 – E / 4 – A / 5 – A / 6 – D / 7 – D /8 – A /9 – B /10 – B

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Pois é Dilma ganhou…

É parece que Dilma foi mesmo eleita, apesar de eu não estar de acordo mas o que vale é a voz da maioria. Sinceramente não sei o que esperar, não sei se vem coisa boa nem sei se vem coisa ruim só sei que as coisas vão mudar.

Eu li essa semana no site da BBC e eu li duas frase que achei muito interessante um dizia o seguinte: "É lastimável! Como é ridícula a situação em que o BR se encontra. Na verdade, nenhum dos dois candidatos seria uma maravilha para o BR" e a outra "Estamos dando o futuro do nosso de nosso país a uma mulher que tem muito pouca experiência política. Agora é esperar.” E eu percebi que de fato não a mais nada a fazer a não ser esperar pra o que vai acontecer o mais interessante é que o Brasil nunca elegeu o presidente com tão pouca experiência política agora só nos resta saber se isso vai ser bom ou ruim.

Mas o que me deixa mais indignado não o fato dela ter sido eleita mas os motivos pelo qual ela foi eleita: “porque eu acho que ela vai continuar os projetos de Lula”, “porque por ela ser mulher ela merece essa chance” e mais um monte de baboseiras que eu ouvi nos  últimos meses. Em 1º lugar que explicação socio politica dos “infernos” é essa que define que por ela ser mulher ela vai ser uma ótima presidenta é uma ideia sem qualquer fundamento pelo amor de Deus, em 2º lugar quem garante que ela vai manter os projetos de Lula quem foi que disse isso pai Xangô e mãe Jurema porque só com bola de cristal que alguem vai prever isso e olhe lá. 3º desde quando que o governo de Lula foi uma maravilha, e as pessoas falam como se ele fosse o melhor presidente de todos os tempos, por acaso esse povo que acha que o Governo de Lula é o “sonho americano” já precisou ir em algum hospital público para ver o estado de calamidade que ele se encontra ou já andou nas estradas federais do Brasil que são as “piores do mundo” ou é funcionário público federal que o aumento salarial em 8 anos não passa do 4%. Por favor vamos para de falar o que agente num sabe pra não começar a falar besteira.

Mas já que a “merda” (ou não) ta feita agora só nos resta esperar pra ver o que vai acontecer e como já foi dito nenhum dos dois candidatos seria uma maravilha para o Brasil. Mas acho que algumas coisas boas podemos tirar dessa eleição (falando do ponto de vista histórico).

1 – Primeira mulher eleita presidente do BR

2 – O maior numero de eleitores da história cerca de 130 milhões

3 – Por outro lado foi também o maior numero de abstenções quase 30 milhões no 2º turno.

4 – Primeira vez que um presidente elege um sucessor.

É de fato foram grandes acontecimentos. Quanto a questão da pré eleição vimos mais uma vez que o povo continua sendo enganado e agente continua engolindo sapo. Foi vivível para alguns o quanto a pesquisa eleitoral e tendenciosa (o engraçado é que todo dia tinha uma pesquisa nova esse povo num faz mais nada na vida é), o quanto a globo é tendenciosa como sempre, as lutas de boxe … quer dizer os debates foram uma “merda” e o uso da maquina pública pra fazer propaganda foi absurdo a começar pelo nosso “querido” presidente. E umas das coisas mais absurdas dessa eleição foi a volta da censura no Brasil quando o comediantes foram proibidos de fazer piada, e como disse Bruno Mazzeo é como se em época de copa do mundo não pudesse fazer piada de futebol, mas ainda bem que durou pouco graças ao ministro do STF, Carlos Ayres Britto, que suspendeu parte da legislação… aonde vamos parar.

Em fim é isso ai esperaremos paciente até porque não temos outra opção. Vige como ficou grande, acho que era a saudade de escrever. Obrigado pela atenção e não deixem de comentar.

Bjuss e Abraços. Xauxixa.

Sueltom Sombra   

Bem Eu Estou de Volta e com Todo Gás…

Bom eu passei bastante tempo longe devido a alguns problemas com tempo pois passei um período trabalhando muito e e estudando muito Universidade, Estudar até por que dar aula é muito difícil  então eu tenho que estudar muito isso me tomou muito tempo e por isso parei de escrever, mas decidi que vou voltar.

E vou voltar não só a escrever como antes e das coisas de antes resolvi fazer coisas novas como: Vídeos, PodCast e muitas outras coisas dos diversos temas então por esse motivo voltem a ler e passar por aqui vou procurar toda semana colocar algo novo seja um vídeo ou um texto, mas sempre terá algo novo e peço que deem opiniões sobre coisas novas e etc.

Grato a todos fiquem comigo sempre acompanhando e podem conta comigo no que precisar.

Bjusss. Xauxixa…

Sueltom Sombra

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Férias…2010 - Em Breve Um Novo Tempo

Bem amigos esse foi um ano muito bom.

Confesso que foi muito cansativo, mas como Deus é maravilhoso, Ele sempre me trouxe paz na hora certa.

Muito estudo e muitas alegria, algumas irritações, porem nada me abala pois estou firme na rocha com Cristo.

Mas o melhor de tudo é aquela sansação de trabalho cumprido, apesar de que acho que poderia ter estudado mais e me esforçado mais, Deus é fiel.

2010 vem ai com força total e eu to sentido que vai ser um ano maravilhoso, muitas coisas virão. Neste ano se fecha um ciclo pra que se comece outro com muita coisa boa e muito crescimento, em Deus principalmente.

Desejo a todos aos leitores e também amigos que nunca leram e que por acaso estão lendo agora: Feliz natal e um ano novo de muitas bênçãos. Para aqueles que fizeram vestibular saiba que vai da tudo certo na sua vida e qualquer coisa estamos ai. Pra quem vai fazer vestibular em breve pode contar comigo.

Muita Paz

Beijos

Xauxixa